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“Mine nirhandra kulera” – “Eu gosto de ler”

O apadrinhamento é o termo utilizado para definir a relação, a acção de alguém que quer ser padrinho ou madrinha e, que se compromete a cuidar de um ou mais menores de idade.

A sua origem remonta ao século II, no âmbito religioso cristão e, a posteriori passou a ter significados distintos, dependendo da religião e do Código Civil. De acordo com a obra Corpus Júris Civilis, o sentido original do apadrinhamento tem uma conotação de servidão voluntária, a ser realizado por um indivíduo que tenha uma dívida a quitar com o pai ou a mãe de uma determinada criança, sendo o apadrinhamento de uma ou mais crianças um tipo de tributo voluntário concedido ao casal durante toda a vida.

Por volta do século V, os apadrinhadores do sexo masculino foram referidos como “pais espirituais” e, até ao final do século sexto, ambos os sexos estavam a ser referidos como “compadres” e “comadres”, sugerindo que eram considerados como “pais espirituais”.

O apadrinhamento continuou na Europa durante o feudalismo, como uma forma que o servo ou vassalo encontrava para quitar uma dívida com o suserano perante a Igreja, sendo este tributo a criação, os cuidados e a atenção a um dos filhos do suserano a ser concedido durante toda a vida.

No cristianismo, os padrinhos têm um papel religioso de ensinar aos afilhados a trilhar os passos de Jesus, tanto no Baptismo, como no Crisma. No catolicismo os padrinhos assumem o papel de segundos Pais, tendo sempre um papel de presença na vida da família, tendo também a função de transmitir a sabedoria e o poder de sempre saber usar o potencial máximo da sua autoestima.

Os padrinhos e madrinhas são pais e mães espirituais, e no Baptismo têm como obrigação auxiliar os pais da criança na sua educação religiosa.

Nas religiões afro-brasileiras padrinho e madrinha são termos usados para designar pais e mães espirituais, também chamados pai-de-santo e mãe-de-santo e, exercem influência em termos de liderança e propriedade. São pessoas responsáveis pela orientação espiritual e pelo desenvolvimento dos médiuns.

Existem os padrinhos de investidura, que têm como obrigação auxiliar os seus afilhados a caminharem correctamente nas funções que exercem, seja qual for, não necessariamente religiosa.

De onde veio o conceito e quais as funções “oficiais” das madrinhas e padrinhos?

Tradição vem dos primórdios do cristianismo, no século 2 d.C. Entenda como esse papel mudou ao longo dos anos.

Embora não haja nenhuma menção ao papel de um padrinho (ou madrinha) na Bíblia, essa é uma tradição cristã que começou no século 2 d.C., com a popularização dos batismos infantis.

No cristianismo, o batismo é um ritual de purificação (todos os pecados anteriores são perdoados) e de iniciação religiosa.

No começo, os próprios pais se encarregavam dessa tarefa. Mas a tradição começou a mudar no século 5º, quando Santo Agostinho sugeriu que, em casos excepcionais, outros indivíduos poderiam desempenhar esse papel. A ideia pegou, e essas pessoas passaram a ser chamadas de “pais espirituais”. Com o passar dos séculos, virou regra: em 813, a Igreja Católica proibiu que pais biológicos também atuassem como padrinhos.

Porque chamar alguém de fora da família para apadrinhar o seu filho era construir vínculos para além das suas relações habituais – algo incentivado pela Igreja. Ser padrinho, então, então, virou sinônimo de prestígio. Mostrava que a pessoa era um bom amigo dos pais – alguém de confiança.

Escolher um padrinho também era uma ação estratégica. Os pais poderiam eleger desde parceiros de negócio (para estreitar laços) a membros de famílias rivais (para apaziguar rixas). Artesãos e comerciantes também podiam ensinar o ofício aos seus afilhados, tomando-lhes como aprendizes.

Com o tempo, cada vertente do cristianismo definiu regras particulares para padrinhos e madrinhas, dos critérios de escolha ao número máximo permitido por criança. Mas a função deles permaneceu a mesma: ajudar na educação religiosa do afilhado. Em alguns países, eles poderiam ainda ter responsabilidades legais, como cuidar dos filhos em caso de morte dos pais.

A partir da Revolução Francesa, no final do século 18, os “batismos civis” se tornaram populares na Europa. Foi nessa época que os pais passaram a preferir parentes para o papel de padrinho/madrinha.

Hoje em dia, os padrinhos são escolhidos com base nos laços familiares ou de amizade sem ter uma conexão religiosa. No entanto a escolha dos padrinhos deve ser feita com cuidado e responsabilidade, levando em consideração a personalidade, os valores e a capacidade de oferecer apoio emocional e financeiro à criança.

Além disso os padrinhos e madrinhas podem desempenhar um papel importante na vida da criança, no afecto, no amor e carinho nos momentos difíceis. Por isso a tradição de ter padrinhos e madrinhas continua a ser uma parte importante na cultura ocidental, mesmo num mundo mais secular.

Na religião Islâmica, o costume em que aquele seguro o bebé durante a cerimónia da circuncisão é vista como padrinho e assemelha-se muito ao tradicional brit milah judaico (cerimónia de circuncisão), onde aquele que segura o bebé é chamado de sandek, uma honra que às vezes é traduzida como “padrinho”.

Da mesma forma, o conceito de “padrinho” é a atribuição de responsabilidades financeiras ou religiosas vinculantes, a atribuição de laços de sangue (relações de mahram) quendo na verdade não há nenhum casamento dentro da família apadrinhada, é considerado incesto ou uma obrigação religiosa de adoptar a criança se os pais falecerem, tais conceitos não existem no Islão. Em vez disso, laços familiares entre uma criança e um casal estranho são estabelecidos no Islam por meio da amamentação, e cuidar dos órfãos é algo que o Alcorão enfatiza fortemente para todos os muçulmanos, especialmente dentro da própria família extensa, não apenas para um padrinho. No entanto, não há nada de errado em um amigo próximo ou parente da família prometer, por sua própria vontade, sem obrigação vinculativa ou ganhando direitos especiais, cuidar de uma criança caso os pais não possam.

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